O estudo é dividido em várias partes e foram entrevistadas 4.835 pessoas de todos os continentes. É interessante observar alguns resultados do capítulo que trata especificamente da Copa de 2014 no Brasil. No geral, 92% dos entrevistados sabiam que a próxima Copa seria no Brasil. As cidades mais conhecidas são Rio de Janeiro (68%), São Paulo (44%), Brasília (25%) e Salvador (8%). Para a maioria (75%) o idioma português não é uma barreira. Entre as razões para se assistir a Copa no Brasil, os motivos de maior interesse são a própria Copa e o tema Futebol, com 42%; a Beleza / Diversidade Natural do País, com 20%; Conhecer / Visitar o País, com 18%; seguidos do Clima (5%); Povo (4%); Férias/Diversão (2%); entre outros. Já as razões que são apontadas como desmotivadoras são: Segurança / Criminalidade (22%); e Preço (4%), além de Razões Pessoais (21%), que se subdividem em cinco subitens.
Outro dado relevante do ponto de vista do potencial de crescimento para o turismo no Brasil é que dos entrevistados, 80% ainda não visitaram o país e que 70% acreditam que o fato de a Copa ser no Brasil influencia positivamente na decisão de ir à Copa.
Quanto à projeção de turistas em 2014 para a Copa no Brasil, as estimativas do estudo apontam para 600 mil estrangeiros e três milhões de brasileiros. As cidades que deverão receber as maiores quantidades de turistas estrangeiros são: Rio de Janeiro (412.787); São Paulo (258.242); Brasília (206.588); Belo Horizonte (196.768); e Fortaleza (153.822).
"O país irá receber um evento desse porte e ter dados completos sobre as necessidades desse turista contribuirá para nossa preparação em atendimento", disse Salles Lopes.
O executivo ressalta que os entrevistados estiveram em nove cidades sul africanas. Desse total, 2.204 eram da Europa (48%), seguido pelos das Américas (41%). "Surpreendemos-nos ao verificar que 87% dos viajantes daquela Copa pagaram suas viagens do próprio bolso. Somente 9% eram patrocinados", comentou o diretor.
O estudo apontou que 36% dos turistas viajaram pelo gosto ao futebol, seguido pelos atrativos de aventura, sol e praia. A maior parcela era do sexo masculino (83%), solteiro (60%), tem ensino superior (86%),com idade entre 25 e 44 anos (70%) e uma renda média de R$ 23.500. "É um turista relativamente jovem, o que significa novas oportunidades para atraí-lo em outra ocasião. Ele será um verdadeiro propagandista do Brasil no exterior", ressaltou o diretor.
A estada na África do Sul ficou em 17,6 dias, sendo que o meio de hospedagem escolhido foram os hotéis (69%). "Verificamos ainda que 10% preferem se hospedar em empreendimentos bed & breakfast. É uma grande oportunidade para o Brasil investir no empreendedorismo", completou Salles Lopes.
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